Dia Internacional em memória das vítimas do Holocausto 27 de janeiro
A Resolução n.º 10 de 2010, da Assembleia da República consagra o dia 27 de Janeiro como dia em Memória das Vítimas do Holocausto, associando, deste modo, Portugal à evocação internacional. Neste sentido, as turmas do 9ºB e 9ºC, durante as aulas de História, com a professora Helena Teixeira, debateram este tema resultando daí uma exposição de trabalhos.
Os alunos concluíram que quando se investe contra uma etnia ou um grupo específico, também se lapidam a memória e a cultura de um povo. Com esta exposição, chamamos à atenção para o perigo do racismo e partilhamos com a comunidade escolar a necessidade de conviver com a diferença.
A subida ao poder dos nazis trouxe consigo uma vaga de perseguição aos seus opositores e a grupos que eles consideravam “indesejáveis” para o ideal da sociedade ariana. Foi logo em 1933 que os campos de concentração receberam os seus primeiros prisioneiros, maioritariamente políticos ligados ao sindicalismo e comunismo. Nos anos seguintes foi a vez da população com origens judaicas, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová e deficientes.
Numa fase inicial, os campos serviam como grandes prisões, onde os seus ocupantes eram sujeitos a condições muito precárias com um alojamento e alimentação inadequados, face ao regime de trabalhos forçados e constantes maus-tratos físicos. O avanço das tropas nazis pela Europa deixou os seus líderes a braços com milhões de judeus e de prisioneiros de guerra, que passaram a ser usados nas indústrias alemãs. Contudo, a ideologia racial nazi não se satisfazia com a prisão daqueles elementos que designava por “impuros” e, em 1942, foi iniciada a “Solução Final” para a população judaica.
Construíram-se campos de extermínio, verdadeiras fábricas da morte, onde milhões de pessoas foram mortas, maioritariamente através do fuzilamento e gaseamento. Recentemente, descobriu-se que também houve portugueses entre os mortos do Holocausto.
Primeiro levaram os judeus,
Mas não falei, por não ser judeu.
Depois, perseguiram os comunistas,
Nada disse então, por não ser comunista,
Em seguida, castigaram os sindicalistas
Decidi não falar, porque não sou sindicalista.
Mais tarde, foi a vez dos católicos,
Também me calei, por ser protestante.
Então, um dia, vieram buscar-me.
Mas, por essa altura, já não restava nenhuma voz,
Que, em meu nome, se fizesse ouvir.
(Poema de Martin Niemoller)





